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02/02/2014 14:19 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

João Paulo Cunha a Joaquim Barbosa: 'Dormirei em paz, mesmo injustamente preso'

JOKA MADRUGA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Condenado no julgamento do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) publicou artigo na Folha de S. Paulo deste domingo (3) se dirigindo ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Em artigo intitulado "Carta aberta ao ministro Joaquim Barbosa", ele critica a postura do relator da ação penal 470, que decretou a prisão do parlamentar, mas saiu de férias antes de assinar a ordem de prisão.

"O meu caso era urgente? Por que então não providenciou os trâmites jurídicos exigidos e não assinou o mandado de prisão? Não era urgente? Por que então decretou a prisão de afogadilho e anunciou para a imprensa?", questiona Cunha, que foi condenado em 2013 por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. A pena dele, até o momento, é de nove anos e quatro meses de cadeia.

O deputado diz, na carta, que sempre dedicou sua atividade política para os pobres e nunca saiu da periferia. Enfatiza que há provas — documentos e testemunhas — da inocência dele, mas que não foram consideradas por Joaquim Barbosa. "O senhor pode muito, mas não tudo. Pode cometer a injustiça de me condenar, mas não pode me amordaçar", escreve.

No fim da carta, Cunha descreve que "um Judiciário autoritário e prepotente afronta o regime democrático" e se despede com um "abraço de paz" do presidente do STF, afirmando não guardar rancor. "Como sou inocente, dormirei em paz, nem que seja injustamente peso", encerra.

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