NOTÍCIAS
05/04/2014 14:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

8 motivos para jamais esquecermos José Wilker, gênio da televisão e do cinema nacional

Um ator como poucos, o cearense José Wilker nos deixou neste sábado (5) após um infarto fulminante. A morte precoce, aos 66 anos, encerra uma brilhante trajetória de 29 novelas e 49 filmes. O Brasil Post mostra com oito* momentos da obra de Wilker por que jamais vamos esquecer esse gênio do cinema e da teledramaturgia:

Ele foi o marido vadio...

Vadinho foi o primeiro marido de Dona Flor. Era boêmio, viciado em jogo, cafajeste e mulherengo. Mas, amante perfeito, nunca deixou de povoar o inconsciente – e até o consciente da personagem vivida por Sônia Braga. Na cena acima de Dona Flor e seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, Vadinho apronta uma daquelas na Salvador dos anos 40.

E o marido que usava e abusava

"Deite que eu quero lhe usar". Esse era o lema do bruto coronel Jesuíno, da minissérie Gabriela (2012). A forma pouco cortês e machista como ele se dirigia à esposa interpretada por Maitê Proença virou bordão nas ruas.

Foi o cara coxinha que pode perder a linha

Jovem humilde, Edgar é procurado para participar de um "negócio" – casar com a filha de um milionário dono da firma onde ele trabalha há 12 anos. Na cena acima de Bonitinha mas ordinária (1981), de Braz Chediak, filme baseado na obra de Nelson Rodrigues, o operário-padrão surpreende, especialmente após o minuto 2:35.

Felomenalizou a gramática

Uma das personagens mais carismáticas de Wilker na TV foi o anti-herói Giovanni Improtta, da novela Senhora do Destino (2004), de Aguinaldo Silva. Buscando falar bonito, ele acabava sempre se enrolando. Por isso, o bordão "Felomenal" caiu na boca do povo, entre outros vocábulos divertosos, como "cabelelero", "galpães" e "metáfolas". O sucesso de Giovanni foi tão grande que ele virou filme em 2013.

Fumou maconha com a Laura Cardoso (!)

A cena quase improvável é da comédia Casa da Mãe Joana (2008), de Hugo Carvana. Wilker interpreta mais um malandro, Juca, obrigado a trabalhar depois que o 'amigo' foge com toda a grana que tinha.

Encantou como o 'Imperador dos Mágicos'

Lorde Cigano lidera o grupo circense que roda o sertão brasileiro para entreter os pobres. O ilusionista tem a malandragem no DNA, como evidencia a cena acima do filme Bye Bye Brasil (1979), de Cacá Diegues.

Foi o par favorito de Susanita <3

Wilker contracenou com Suzana Vieira em diversas novelas. Em muitas delas, viveram romance, como A Próxima Vítima (1995), Senhora do Destino (2004) e Duas Caras (2008). "Ele é o meu marido preferido", disse Suzana em participação no programa Ana Maria Braga no ano passado.

E imortalizou Roque Santeiro!

Ele foi, simplesmente, o protagonista do maior sucesso de todos os tempos da teledramaturgia nacional. Exibida em 1985, a trama de Dias Gomes tinha média de 67 pontos de audiência, com picos de 90. A cena da "ressurreição" de Roque Santeiro, com viúva Porcina (Regina Duarte), sinhozinho Malta (Lima Duarte) e companhia, é uma das mais clássicas da novela.

* São oito momentos que escolhemos, mas é claro que a trajetória dele é muito maior que cada um desses motivos.

José Wilker vai fazer muita falta mesmo!

Ficamos com as boas lembranças e cenas emblemáticas, como a do coxinha Edgar:

Eleições nos EUA
As últimas pesquisas, notícias e análises sobre a disputa presidencial em 2020, pela equipe do HuffPost