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05/11/2014 10:31 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Norte-americanos aprovam legalização da maconha no Oregon, Alasca e capital dos EUA

Getty Images

Eleitores nos Estados norte-americanos do Oregon e do Alasca e na capital federal dos Estados Unidos decidiram, na terça-feira (4), legalizar o uso recreativo da maconha, em vitórias cruciais que podem dar impulso ao movimento pela legalização.

A proposta no distrito de Columbia, segundo a qual estaria permitida a posse de maconha mas não sua venda no varejo, foi aprovada com cerca de 65% dos votos, mostraram resultados não oficiais.

Já as medidas no Oregon e no Alasca vão mais longe e estabelecem uma rede de lojas de maconha regulares, similares àquelas que já operam nos Estados de Colorado e Washington, após votações pela legalização realizadas em 2012.

Os referendos ocorreram em meio a uma mudança de opinião dos norte-americanos sobre a maconha nos últimos anos, o que tem dado impulso aos esforços para legalizar a cannabis, uma droga que continua ilegal sob a lei federal norte-americana.

A proposta do distrito federal dos EUA tinha a aprovação prevista, mas pode ser revertida em uma revisão feita pelo Congresso dos EUA, que possui jurisdição sobre a legislação da capital do país.

A medida prevê a permissão a pessoas de ao menos 21 anos para portarem até 57 gramas de maconha e cultivarem até seis plantas.

Enquanto isso, uma proposta de emenda constitucional para tornar a Flórida o 24º Estado norte-americano, e o primeiro na região sul, a permitir o uso medicinal da maconha foi reprovada.

Republicanos

Os governadores republicanos venceram disputas-chave nos importantes Estados norte-americanos da Flórida, Michigan e Wisconsin na eleição, juntando-se à onda favorável ao partido que deu aos republicanos o controle do Senado dos EUA.

Em campanhas moldadas pelas preocupações dos eleitores com a recuperação econômica, os republicanos também venceram as disputas estaduais nos redutos democratas de Massachusetts, Maryland e no berço político do presidente Barack Obama, Illinois, segundo projeções.

A grande vitória republicana nas disputas estaduais, tanto de atuais governadores como de novos candidatos, reforçaram uma noite já muito boa para o partido, que ganhou o controle do Senado e vai assumir as duas Casas do Congresso a partir de janeiro.

"Foi uma lavada republicana esta noite", disse Dianne Bystrom, diretora do Centro Carrie Chapman Catt para Mulheres e Política da Universidade de Iowa. "Acho que está relacionado ao sentimento das pessoas de que o país está se movendo na direção errada e no caminho errado."

O controle dos governos estaduais é visto como decisivo na disputa de 2016 pela Casa Branca, quando os candidatos à Presidência usam os governadores para obter o apoio Estado a Estado a caminho de uma possível vitória.

Os republicanos entraram nas eleições ocupando os governos de 29 dos 50 Estados, e devem aumentar esse número em pelo menos mais dois após a votação de terça-feira em 36 Estados.

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