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24/11/2014 18:40 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Mundo tem 4,3 bilhões de excluídos digitais, alerta ONU

Thinkstock

Cerca de 4,3 bilhões de pessoas não têm acesso à internet, mais do que os 3 bilhões que utilizam regularmente a rede mundial, segundo relatório de uma agência das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta segunda-feira (24).

Apesar do claro aumento da utilização da internet, estimado em 6,6% para este ano em todo o mundo, as tecnologias de informação não chegam à maior parte da população mundial, 90% dos quais vivem em países em desenvolvimento, segundo o relatório anual da União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Os excluídos estão principalmente em zonas rurais de países em desenvolvimento, mesmo tratando-se de zonas que nos últimos cinco anos duplicaram o número de usuários.

Em 2014, segundo o documento, 44% dos lares do mundo tinham acesso à internet, acima dos 40% registrados em 2013 e dos 30% em 2010.

Desigualdade espacial

O problema é que a distribuição é desigual. Nos países desenvolvidos, 78% dos lares têm acesso à rede.

Nos países de rendimentos médios e baixos são apenas 31%, e nos países mais pobres, 5%.

“É errado pensar que todo o mundo está conectado”, escrevem no relatório os analistas da UIT.

O relatório aponta, por outro lado, o aumento do fosso de conectividade entre zonas urbanas e rurais, não apenas nos países em desenvolvimento, como também em alguns dos países mais ricos.

Em países como Japão e Coreia do Sul, a diferença de penetração da internet nos lares urbanos é 4% superior à das áreas rurais, uma diferença que pode chegar aos 35% em países como Colômbia ou Marrocos.

Segundo o ranking da UIT, a Dinamarca é o país com mais alto nível de desenvolvimento de tecnologias de informação, em termos de acesso, utilização e conhecimento, seguida, pela ordem, da Coreia do Sul, Suécia, Islândia, do Reino Unido, da Noruega, Holanda, Finlândia, de Hong Kong e Luxemburgo.

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