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09/07/2015 11:01 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Trump desdenha de perdas comerciais: 'Sou muito rico e não me importo'

Andrew H. Walker via Getty Images
NEW YORK, NY - JULY 06: Donald Trump attends the 2015 Hank's Yanks Golf Classic at Trump Golf Links Ferry Point on July 6, 2015 in New York City. (Photo by Andrew H. Walker/Getty Images)

O pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta quarta-feira (8) as perdas econômicas sofridas após as desastrosas declarações sobre a imigração ilegal. "Os valores que estão comentando são muito grandes, mas para mim são insignificantes", afirmou em uma entrevista à emissora CNN. "Felizmente sou muito rico e não me importo", insistiu.

No último dia 16 de junho, quando anunciou sua intenção de concorrer à Casa Branca em 2016, Trump fez duras críticas aos imigrantes mexicanos, falou que eles "transmitiam doenças" e propôs construir um "grande muro" na fronteira sul dos EUA. Por causa das declarações, o magnata sofreu críticas de todos os tipos, perdeu vários parceiros comerciais e teve contratos encerrados com emissoras como NBC, ESPN e Univisión, além de organizadores de eventos esportivos como a Nascar Racing.

Caso chegue à Casa Branca, o magnata reiterou que construiria um "grande muro impenetrável" na fronteira com o México, criticando a gestão do presidenteBarack Obama por permitir a entrada de mais imigrantes ilegais do que nos governos anteriores. "Há mais gente do que nunca vivendo neste país ilegalmente", disse. Trump, no entanto, destacou que suas críticas são dirigidas aos imigrantes ilegais mexicanos e não ao país.

Trump minimizou também uma matéria do jornal Washington Post que revelou a existência de trabalhadores ilegais em um dos hotéis que ele está construindo na capital americana. "Eu gostaria que me dessem nomes", disse, acrescentando que sua política e das empresas que contrata é de só empregar trabalhadores legais, apesar de ressaltar que há entre 11 e 34 milhões de pessoas vivendo ilegalmente nos EUA.

Sobre outros assuntos, afirmou que, se for eleito, ordenaria a destruição dos campos petrolíferos do Iraque controlados pelo Estado Islâmico para cortar a fonte de renda dos terroristas. "Bombardearia esses campos até o inferno", disse, garantindo que seria mais fácil reconstruí-los após expulsar os jihadistas. Perguntado sobre a possibilidade de entrar na corrida presidencial como candidato independente caso não seja escolhido nas primárias republicanas, Trump disse que a melhor forma de derrotar os democratas é se manter no partido. Desde que lançou sua campanha, o magnata subiu para o segundo lugar nas pesquisas entre os republicanos, atrás apenas do ex-governador da Flórida Jeb Bush.

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