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20/03/2020 19:02 -03 | Atualizado 21/03/2020 00:00 -03

Sobe para 904 confirmados com novo coronavírus e 11 mortes, diz Ministério da Saúde

Ritmo de crescimento do contágio é o mesmo registrado entre quarta e quinta-feira.

O número de casos confirmados no Brasil pelo novo coronavírus chegou a 904, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (20). Há registros em 25 das 27 unidades da Federação. O número de mortes causadas pela covid-19 chegou a 11, sendo 9 em São Paulo e duas no Rio de Janeiro. O balanço inclui informações até as 16h.

Na quinta-feira (19), eram 621 casos confirmados, o que representa um crescimento de 45,6% de um dia para o outro. O ritmo de crescimento de infectados é similar na comparação entre quarta e quinta-feira (45,1%). Esse indicador é determinante para monitorar a escalada da pandemia no Brasil.

A maioria dos casos se concentra na região Sudeste (61%), seguida por Nordeste (15%), Centro-Oeste (12,4%), Sul (9,9%) e Norte (1,5%). Até quinta, havia transmissão sustentada da doença em ao menos 6 estados: São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A transmissão comunitária significa que não é mais possível saber a cadeia de transmissão do vírus.

O cenário de transmissão comunitária nesta sexta permanece o mesmo no Brasil, de acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde. O governo federal, no entanto, “avalia a ampliação da abrangência dessa classificação para outras localidades, observando o comportando do vírus, permitindo adoção de medidas padronizadas”.

Andre Coelho via Getty Images
Há registros em pessoas contaminadas com o novo coronavírus em 25 das 27 unidades da Federação.

A previsão do ministério é de um aumento rápido de casos em abril, maio e junho e uma queda da curva de infecção só em setembro, “desde que a gente construa a chamada imunidade em mais de 50% das pessoas”, segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Nesta sexta, ele também alertou que, até o final de abril, o sistema de saúde brasileiro pode entrar em colapso. “Claramente, no final de abril nosso sistema de saúde entra em colapso. Colapso é quando você tem dinheiro, mas não tem onde entrar [nos hospitais]”, afirmou em uma videoconferência ao lado do presidente Jair Bolsonaro, com empresários.

Em coletiva à imprensa um pouco mais tarde, porém, ele modulou o tom. “Eu estava explicando para eles [empresários] o que é colapso no sistema. Tumulto, emergências superlotadas, isso existe em todo o mundo. Temos um sistema forte, com capilaridade nacional. Se não fizéssemos nada, não aumentássemos a nossa capacidade, esse sistema do jeito que está, ainda aguardaria 30 dias”.

Entre as medidas já adotadas pelo governo federal estão a ampliação do horário de funcionamento dos postos do programa Saúde na Hora, que ficam abertos até 22h; contratação de mais 5.811 médicos e distribuição de kits de testes nos estados.

Mesmo com a alta capacidade de disseminação do novo coronavírus, em cerca de 80% dos casos de contaminação, os sintomas aparecem de forma leve. Menos de 5% dos casos evoluem para um quadro grave. A principal preocupação é com idosos e pessoas com doenças crônicas. Em infectados com menos de 50 anos, a taxa de mortalidade é de menos de 1%.

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