OPINIÃO
24/11/2014 15:28 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Idealismo e boas atuações marcam o fim da série The Newsroom

O programa não chega a ser um sucesso de público e repercussão como Game of Thrones, para citar outra produção também da HBO, mas tem agradado a crítica principalmente por conta dos temas que aborda.

divulgação

A série que mostra os bastidores idealizados de uma redação jornalística chega ao fim. Transmitida pelo canal HBO, que também é responsável pela produção do show, The Newsroom estreou ontem, no Brasil, sua terceira e última temporada.

O programa não chega a ser um sucesso de público e repercussão como Game of Thrones, para citar outra produção também da HBO, mas tem agradado a crítica principalmente por conta dos temas que aborda. The Newsroom se inicia quando um diretor de jornalismo reformula a grade de programação do canal fictício ACN Network e coloca no comando de um telejornal político o principal âncora da emissora, Will McAvoy, personagem de Jeff Daniels. Neste momento quem também entra em cena é Emily Mortimer, que na série atua como MacKenzie McHale - jornalista experiente, produtora de TV e ex namorada de Will.

Como não podia deixar de faltar numa série americana, há os conflitos amorosos entre os personagens principais, paixões não correspondidas e outras situações que fazem o espectador se interessar mais ainda pela redação da ACN. Mas há também, por exemplo, a luta de um jovem jornalista tentando convencer seus chefes mais velhos e experientes de que uma pauta é interessante - seja essa pauta o surgimento do Ocuppy Wall Street ou avistamento do Pé Grande. Um dos méritos da série é a presença de bons personagens secundários, com destaque para o cômico e obstinado Neal Sampat, vivido por Dave Patel (o Jamal, de Quem Quer Ser um Milionário?). A atuação de Jeff Daniels lhe rendeu um prêmio Emmy em 2013 como melhor ator em série dramática, desbancando Brian Cranston (Breaking Bad) e Kevin Spacey (House of Cards), então favoritos ao título.

Os problemas pessoais dos personagens se mesclam às coberturas jornalísticas que vão realizando. Aaron Sorkin, criador e roteirista da série, vencedor do Oscar pelo roteiro adaptado do filme A Rede Social, busca no noticiário real a base dos episódios, e por isso o enredo acontece um ano antes da vida real. Por exemplo: o episódio que vai ao ar hoje na HBO se passa em abril de 2013 e mostra a cobertura do atentado na maratona de Boston. Ao longo das três temporadas, o espectador da série viu os personagens tendo que transmitir fatos como a reeleição de Obama, o décimo aniversário do 11 de Setembro, a morte de Bin Laden e outros casos que repercutiram no noticiário americano.

Baseando-se em ideais de jornalismo que não estão muito em voga, tanto na mídia americana quanto na brasileira, The Newsroom chega a ser um deleite para jornalistas apaixonados ou estudantes da profissão. Os personagens se deparam com embates como "qualidade da notícia Vs. audiência", "independência da informação Vs. interferência de patrocinadores", "jornalismo Vs. redes sociais". Uma das bases da série é girar em torno dessas discussões, colocando na balança o caráter jornalístico do fato contra o caráter pessoal dos personagens.

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